Localizada na proximidade de Fonte de Rei (UF de Fonte de Angeão e Covão do Lobo), a área de intervenção, com cerca de 24.000 m2, inclui uma lagoa de dimensão considerável (Lagoa do Covão do Lobo/Lagoa do Moitão). Dominada pela presença de Thypha latifolia e Schoenoplectus lacustris, este lagoa encontra-se parcialmente bordejada por uma mancha de salgueiral/choupal (Salix atrocinerea, Salix x sepulcralis e Populus x canadensis), numa envolvente dominada por povoamentos florestais de eucalipto (Eucalyptus globulus) e pinheiro-bravo (Pinus pinaster), campos agrícolas, matagais e outros espaços descampados com vegetação ruderal.
Alimentada por uma linha de água que nasce na sua proximidade, a génese desta lagoa e daquelas que se encontram na envolvente relaciona-se com o solo rijo formado pelas areias eólicas (“sorraipa”) e o nível freático muito próximo da superfície.
A proposta de intervenção visa conciliar o restauro ecológico e a consolidação de um espaço naturalizado de acesso público, numa envolvente marcada pela monocultura florestal. A intervenção proposta inclui, entre outros: a constituição/reforço das faixas contínuas naturalizadas (bosques ripícolas) nas margens da lagoa e linhas-de-água, a consolidação da mancha de pinhal, a melhoria da qualidade funcional e da eficiência dos cobertos vegetais existentes (contribuindo também um maior conforto bioclimático), a erradicação das espécies exóticas invasoras presentes, o (re)desenho geral do espaço, com criação de áreas multifuncionais e diversas, e colocação de mobiliário, a hierarquização dos caminhos existentes, a contenção e definição clara das áreas pavimentadas, a criação de percursos alternativos e diferenciadores dos existentes (passadiços de madeira) e a proposta de novas estruturas amovíveis em madeira (relação diferenciada) com o plano de água.
Área de IntervençãoUF de Fonte de Angeão e Covão do Lobo, VagosClienteCâmara Municipal de VagosAno2019TipoProjeto de Recuperação Ambiental